{"id":359,"date":"2013-03-04T14:52:34","date_gmt":"2013-03-04T14:52:34","guid":{"rendered":"http:\/\/www.encontracontagem.com.br\/noticias\/?p=359"},"modified":"2013-08-19T12:06:16","modified_gmt":"2013-08-19T12:06:16","slug":"comeca-hoje-em-contagem-o-julgamento-do-goleiro-bruno","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.encontracontagem.com.br\/noticias\/comeca-hoje-em-contagem-o-julgamento-do-goleiro-bruno\/","title":{"rendered":"Come\u00e7a hoje em Contagem o julgamento do goleiro Bruno"},"content":{"rendered":"<p>Come\u00e7a daqui a pouco, \u00e0s 9h, no Tribunal do J\u00fari do F\u00f3rum de Contagem (MG), o julgamento popular do goleiro Bruno Fernandes e da ex-mulher dele, Dayanne do Carmo. O ex-jogador do Flamengo sentar\u00e1 no banco dos r\u00e9us para responder pelos crimes de homic\u00eddio triplamente qualificado, sequestro e c\u00e1rcere privado da ex-amante\u00a0Eliza Samudio. Dayanne ser\u00e1 julgada pelos crimes de sequestro e c\u00e1rcere privado do menino Bruninho, que Eliza afirmava ser filho do goleiro. Se condenado, a pena do ex-atleta poder\u00e1 chegar a 41 anos. A ex-mulher poder\u00e1 ser condenado at\u00e9 5 anos de pris\u00e3o.<\/p>\n<p>A expectativa \u00e9 de que o julgamento dure entre tr\u00eas e cinco dias e, provavelmente, termine, por coincid\u00eancia, na sexta-feira, 8 de mar\u00e7o, Dia Internacional da Mulher, data marcada por protestos contra a viol\u00eancia em desfavor das mulheres.<\/p>\n<p>O j\u00fari ser\u00e1 presidido por Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, uma magistrada de pulso firme que, desde o in\u00edcio do processo, em junho de 2010, enfrentou acusa\u00e7\u00f5es e provoca\u00e7\u00f5es, feitas pelos advogados na cidade de Contagem, de que estaria agindo de forma parcial, pr\u00e9-julgando o atleta e os outros envolvidos. Dezenas de pedidos para que ela fosse afastada, ou o j\u00fari transferido para outra comarca, foram feitos pelos defensores, mas nem a pr\u00f3pria ju\u00edza,\u00a0muito menos o Tribunal de Justi\u00e7a do Estado de Minas Gerais (TJ-MG) e o Supremo Tribunal Federal (STF) acataram as reivindica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Sete cidad\u00e3os comuns ser\u00e3o escolhidos para formar o conselho de senten\u00e7a e decidir se Bruno e Dayanne s\u00e3o culpados ou n\u00e3o. De um lado, caber\u00e1 ao promotor de Justi\u00e7a Henry Wagner Vasconcelos de Castro provar que Eliza foi morta numa trama macabra a mando de Bruno. De outro, estar\u00e3o encarregados de desqualificar as acusa\u00e7\u00f5es do Minist\u00e9rio P\u00fablico os advogados Francisco Simin, que defende Dayanne, e Lucio Adolfo, que representa Bruno. Lucio Adolfo \u00e9 um dos mais experientes advogados criminalistas do Pa\u00eds. Ele participou de mais de mil j\u00faris e j\u00e1 teve entre seus clientes o megatraficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio do primeiro julgamento do caso, em novembro do ano passado, quando ainda havia a d\u00favida se Eliza havia sido morta ou n\u00e3o, desta vez Bruno e Dayanne enfrentar\u00e3o o que pode se chamar de fogo amigo: a confiss\u00e3o do ex-bra\u00e7o-direito do atleta, Luiz Henrique Ferreira Rom\u00e3o, o Macarr\u00e3o.<\/p>\n<p>No depoimento que deu no j\u00fari em que saiu condenando a 15 anos de cadeia, Macarr\u00e3o contou que levou a modelo para a morte e a entregou a um homem que faria o servi\u00e7o na noite do dia 10 de junho de 2010. Segundo Macarr\u00e3o, por ordem de Bruno, que o chamava de &#8220;bund\u00e3o&#8221; caso n\u00e3o fizesse o que o atleta estava pedindo: &#8220;Eu sou p&#8230; deixa comigo&#8221;, teria dito Bruno ao ex-amigo. Al\u00e9m de Macarr\u00e3o, a outra ex-amante de Bruno, Fernanda Gomes Castro, tamb\u00e9m foi condenada no primeiro julgamento do caso. Ela cumpre cinco anos de pris\u00e3o no regime aberto pelo sequestro e c\u00e1rcere privado de Eliza e Bruninho.<\/p>\n<p>Ao assumir o crime, acusando Bruno de ser o mandante da morte de Eliza e tamb\u00e9m, por consequ\u00eancia, &#8220;de ter acabado com a vida dele&#8221;, como lamentou, Macarr\u00e3o causou surpresa. Ele, no entanto, estaria apenas cumprindo parte do acordo que teria feito com o assistente de acusa\u00e7\u00e3o Jos\u00e9 Arteiro Cavalcante Lima. Um dia antes da confiss\u00e3o, Arteiro deu v\u00e1rias entrevistas antecipando que Macarr\u00e3o iria acusar o ex-amigo para tentar diminuir a pena. O advogado de defesa de Macarr\u00e3o, Leonardo Diniz, e o promotor de Justi\u00e7a Henry Castro, disseram na \u00e9poca desconhecer qualquer acordo.<\/p>\n<p>Agora, o depoimento de outro importante personagem na trama dever\u00e1 ser o elo que falta para esclarecer todas as d\u00favidas que ainda pairam sobre como Eliza Samudio morreu, segundo a pol\u00edcia, executada pelo ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola. Jorge Luiz Rosa, primo de Bruno, foi a pessoa que esteve com Eliza e Macarr\u00e3o desde o momento em que a modelo foi sequestrada em um hotel no Rio de Janeiro, no dia 4 de junho de 2010, at\u00e9 a hora que foi estrangulada por Bola, seis dias depois, de acordo com as investiga\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca, Rosa tinha 17 anos. Foi detido depois que um tio procurou uma r\u00e1dio do Rio de Janeiro dizendo que o sobrinho estava &#8220;apavorado&#8221; com o crime que presenciara. De acordo com o processo judicial, Rosa afirmou em depoimento ter visto Eliza ser morta. O adolescente ainda teria contado os detalhes do crime, citando os &#8220;olhos esbugalhados&#8221; da v\u00edtima e afirmando que uma das m\u00e3os da v\u00edtima fora jogada aos c\u00e3es da ra\u00e7a Rotweiller que Bola criava.<\/p>\n<p>Por ser menor de idade na ocasi\u00e3o, Jorge Luiz Rosa foi condenado a tr\u00eas anos de interna\u00e7\u00e3o, pena da qual cumpriu um ano e dois meses. Depois de solto, foi inclu\u00eddo no programa de prote\u00e7\u00e3o \u00e0 testemunha do governo federal, de onde saiu, segundo o ex-advogado dele, Eli\u00e9zer Jonatas de Almeida, &#8220;por vontade pr\u00f3pria&#8221;.<\/p>\n<p>Em recente e confusa entrevista ao programa <em>Fant\u00e1stico,<\/em> da <em>Rede Globo<\/em>, na qual chegou a pedir para refazer algumas respostas, Rosa negou que tivesse visto a modelo ser morta. O rapaz afirmou que foi Macarr\u00e3o quem contou a ele que ela foi executada. Perguntado sobre o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o primo de Bruno gaguejou e disse n\u00e3o conhecer Bola, assim como fez Macarr\u00e3o no momento que confessou o crime no julgamento de novembro do ano passado. Tanto Jorge Luiz Rosa quanto Macarr\u00e3o disseram apenas que Eliza foi entregue a um homem, o qual n\u00e3o sabiam a identidade.<\/p>\n<p>Para o promotor de Justi\u00e7a Henry Wagner Vasconcelos Castro, a entrevista de Jorge Luiz Rosa foi uma tentativa dos advogados de defesa para jogar toda a culpa do crime em Macarr\u00e3o, j\u00e1 condenado, e assim diminuir a pena de Bruno. O ex-advogado de Jorge disse desconhecer qualquer press\u00e3o sobre o rapaz, mas o aconselhou, em entrevista ao <strong>Terra<\/strong>, que Rosa &#8220;seja homem&#8221;\u00a0para comparecer e contar o que sabe.\u00a0&#8220;Ele n\u00e3o foi homem suficiente para dar uma entrevista dessas em rede nacional? De cara limpa? Agora ele que enfrente&#8221;, concluiu o advogado,\u00a0explicando tamb\u00e9m que, como foi intimado e n\u00e3o est\u00e1 sob a cust\u00f3dia do Estado, Jorge Luiz Rosa dever\u00e1 ir at\u00e9 o F\u00f3rum de Contagem sozinho.<\/p>\n<p><em>Fonte: Portal Terra<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Come\u00e7a daqui a pouco, \u00e0s 9h, no Tribunal do J\u00fari do F\u00f3rum de Contagem (MG), o julgamento popular do goleiro Bruno Fernandes e da ex-mulher dele, Dayanne do Carmo. O ex-jogador do Flamengo sentar\u00e1 no banco dos r\u00e9us para responder pelos crimes de homic\u00eddio triplamente qualificado, sequestro e c\u00e1rcere privado da ex-amante\u00a0Eliza Samudio. 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